sábado, 5 de outubro de 2024
outra maneira de escrever...
quarta-feira, 16 de março de 2022
outra maneira de escrever
segunda-feira, 14 de março de 2022
quinta-feira, 8 de abril de 2021
mulher
Seres Liberdade
Olhar penetrante e atento,
sorriso aberto , contagiante.
Inveja num sofrer lento,
da tua Liberdade! avante!
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Meu Alentejo!
vivendo arte
Outra maneira de escrever...
Mas um dia…aquele dia….Aquele em que acontecem coisas…sem explicação…nesse mesmo, aconteceu que ambos morrerem um pouco... a vida apenas começou depois desse dia…
Ela ligou. Ele não atendeu. Ela insistiu. Ele respondeu.
Em voz carente ela disse:- Vem almoçar comigo. Hoje, vamos comprar duas sandes diferentes e partilha-las. Vamos comprar dois sumos iguais e trocá-los. – Sorriu- vem apenas almoçar comigo hoje no jardim…
Ele apenas respondeu: Sim! No jardim às 13h.
Com a pressa natural, com o stress do costume, ambos saíram do emprego ao meio dia. Ambos se apressaram para o jardim. Ela atravessa a passadeira da esquerda para a direita….ele faz o inverso. Em diferentes estradas….com diferentes empregos….mas com desejos iguais!
Ambos foram atropelados…por diferentes carros….na mesma hora….quase no mesmo minuto, nesta mesma vida!
O Hospital que os acolheu foi o mesmo…diferente foi o quarto…diferente medicação, com um fim igual. Uma cadeira de rodas como presente…
Passaram uns meses e após atualização de redes sociais, ele liga-lhe a ela. Ela atende rapidamente. Depressa se encontram no corredor…choram…dão as mãos…e combinam algo….
E num outro daqueles dias em que acontecem coisas…encontraram se no jardim, ao meio dia…e partilharam….a medicação!
Desde esse dia…a partilha foi constante….e eterna!
Vive-se morrendo aos poucos e quando aos poucos se morre aprende-se a viver!
sexta-feira, 16 de outubro de 2015
Outra maneira de escrever...
Como pressentimento, a morena não fez o mesmo percurso que fazia. Visitou pessoas que antes não visitara. Deixou-se acompanhar por pessoas que nunca antes a acompanharam. Cumprimentou quem antes não cumprimentara. Em todas as suas acções o olhar a perseguia atentamente..e cada vez mais a desejava. Pelo seu sorriso...pelo seu mover de ancas...pela sua mexida no cabelo...pelo seu contacto pessoal e único com as pessoas. Sem a ter perto o olhar sentia como que cada abraço que dava era nele...cada sorriso era para si...cada toque o estremecia...
Pensou então para si: "...assim que estiver sozinha, irei agarra-la!...será minha...nem que seja ao olhar-me!!"
Confusa caminhou mais atenta e devagar pela rua. Virou a esquina e o Largo do jardim era seu...apenas seu. Não se encontrava ninguém. Pensando em como era estranho, caminhou devagar olhando o céu...as árvores...o sol...
Chegou perto de um banco e sentou-se. olhando em frente viu uma silhueta. Não distinguia ser homem ou mulher. Pensou em cumprimentar, dizendo olá...um olá...começo de uma amizade e muito mais!
Levantou-se e dirigiu-se para a silhueta. Os raios de sol encandeavam e tinha dificuldade em ver realmente de que se tratava. Quanto mais se aproximava menos via...até que...conseguiu ver.
Um homem cego com uma bengala!
Arrepiou se! Mas, não querendo passar nenhuma impressão disse o olá! O homem que caminhava muito lentamente parou...e a morena passou-lhe ao lado. O homem cego virou-se e caminhou atrás dela que seguia pelo caminho que tinha vindo. Ambos caminhavam devagar. A morena sentiu o homem cego atrás de si e olhando para trás, para olhá-lo mais uma vez sentiu um puxão no braço e ao mesmo tempo o passar de uma bicicleta. O mesmo puxão...o mesmo olhar...a mesma protecção!
-Olá!
Apenas um olhar...e apenas o sorrir....
"outra maneira de escrever"
quarta-feira, 14 de outubro de 2015
Uma promessa
eu prometi-te um sorriso!
dei-te um abraço com desejo,
e um olhar comprometido!
Ao abraçar-te prometi voltar,
e quando voltei, pensei fugir.
Prometi...voltei para te beijar,
e quando te beijei comecei a sorrir!
Dentro de um abraço teu,
prometi voltar e voltei.
dei-te um beijo que era meu,
sorri, mas depois chorei!
Entre o que é meu e teu,
fica o abraço e o beijo.
Fica o que não se prometeu...
O sorriso cada vez que te vejo!!
terça-feira, 6 de outubro de 2015
Outra maneira de escrever...
Rosália Dias“Outra maneira de escrever”
Outra maneira de escrever...
Outra maneira de escrever...
Que o ar me volte aos pulmões…pensava eu aflita!
Fechei os olhos e quando os abri, a luz do holofote fraquejou e focou apenas um lugar na plateia. Alguém me sorria..
Reconheci o sorriso...o olhar e a posição das mãos sobre o colo…
Aos poucos comecei a "aquecer" e tudo o que ensaiara começava a voltar me à memória.
O poema que recitei:
Oh! Que dor sinto em meu peito…
Oh! Que agonia por não saber nada de ti…
Violentamente estou sem jeito…
Oh! Perdida...para onde fugi?
Os primeiros aplausos surgiram e um sentimento agradável fez com que o resto da actuação fosse normal...
O pano foi corrido novamente e em frente ao espelho do camarim esperava que viesses dar-me os parabéns!
Despi-me, vesti-me, limpei as pinturas e recebi um ramo de flores da Professora...nada teu.
Passaram 6 meses e nada mais soube de ti...
Novo elenco…novo palco... o pano foi corrido.
Olhei... olhava... e não te vi...
consegui ser "quase perfeita", eram os elogios que recebia. Mas, não estava satisfeita. Não tinha sentido arrepios... esquecimento... nada!
Fui para o camarim e um ramo de rosas esperava por mim, sorridentes...e um bilhete dizia:
"ADOREI TE! ESTOU À TUA ESPERA NO NOSSO LOCAL"
Tremi… transpirei... arfei… suspirei...
O pano do meu teatro de vida fora corrido de felicidade...
"outra maneira de escrever"
quinta-feira, 17 de setembro de 2015
Poesia Popular
Vem apaga-me este lume.
quinta-feira, 2 de julho de 2015
" Outra maneira de escrever..."
terça-feira, 23 de junho de 2015
Outra maneira de escrever...
sexta-feira, 10 de abril de 2015
Outra maneira de escrever...
quinta-feira, 24 de abril de 2014
A melhor cura!
Saliento que adorei escrever esta história!
A melhor cura
Na porta da empresa Tiago esperava sentado no chão,
meio desmaiado. As pessoas passavam e olhavam para ele como se fosse um mendigo
e Tiago não tinha forças para mostrar o contrário.
Ao fundo do Largo Principal, ali estava Tiago
neves, um jovem escriturário, sentado no chão, embriagado com a roupa de três
dias e sem ninguém lhe ligar a mínima importância.
Virou-se e sentiu um arrepio no corpo, ao ver um
homem caído no chão junto a uma porta e ninguém lhe ligava. Nervosa, atravessou
a rua e chegou junto do homem que estava na porta da empresa Soares & Cunha
e ajoelhando-se tocou-lhe no rosto para o despertar.
- Senhor? Acorde, vá lá! Senhor?
- Ah! Ah! O que é…? O que...eu…tou…sou…bem –
balbuciava coisas sem sentido.
- Calma! Eu sou a Rita, como se chama? Qual é o seu
nome? Diga-me o seu nome…
- O meu nome é Tiago…Tiago Neves…meu nome…- tentava
levantar-se.
- Ok, Tiago fique aqui quietinho que eu vou pedir
ajuda. Eu volto já, ok? Não saia daqui Tiago! Prometa!
- Eu prometo…tudo…prometo! – Tiago estava por tudo,
porque não? Ajuda de uma mulher bonita, claro!
Rita correu até ao carro que estava na transversal
da Rua da Ajuda com o Largo Principal, entrou na via principal com o trânsito
mais calmo, agora que estava a polícia a controlar, conseguiu chegar á paragem
do autocarro, agarrar Tiago, colocá-lo no carro e arrancar o mais depressa
possível. Enquanto conduzia, olhava de relance para Tiago. Era um rapaz bonito,
mas ensopado em álcool. Rita pensava para si “… esta juventude, que desperdício!
Saem de casa, perdem-se, sem orientação de ninguém andam por aí sem emprego…Meu
Deus! O meu emprego!!
Rita não se tinha lembrado do seu trabalho. Agora
era tarde demais. Mas, tivera uma ideia…
Dirigiu-se para casa, pôs o carro na garagem e
levou Tiago para dentro, onde o deitou no sofá da sala.
Rita morava no Bairro Almeida Garret, nº 35, uma
vivenda enorme para uma mulher sozinha, mas o pai quis assim “tudo de bom para
a minha perolazinha” … - comentava ele.
Enfim, Rita tinha tudo ali. Era o palácio para uma
princesa só e sem criados, com o emprego a 5 km.
Rita preparava um chá para Tiago, quando ouviu
chamar:
- Minha senhora? Menina?
- O que foi? Não pense em levantar-se daí!


